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Como a tecnologia está influenciando a carreira dos jovens?

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Você já deve ter reparado, seja na fila da padaria, ou no elevador do seu prédio, que sempre tem uma criança entretida com um celular na mão. Tenham três ou 12 anos, elas parecem saber exatamente o que estão fazendo: tiram fotos, jogam, enviam mensagens, entre outras infinitas atividades. Esse cenário nos faz pensar: crianças e adolescentes estão cada vez mais inteligentes, ou tanta tecnologia disponível desde a primeira infância tem criado essa situação?

Na semana passada, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria do New York Times que contava o caso de jovens prodígios que têm desenvolvido projetos de alta tecnologia de dentro dos seus quartos. De acordo com a matéria, jovens americanos estariam deixando a entrada na universidade em segundo plano e investindo tempo e conhecimento no desenvolvimento de aplicativos.

Gary Becker, economista da Universidade de Chicago e ganhador do Nobel, defende que essa onda de inovação e empreendedorismo juvenis parece “sem precedentes”. O neto de Gary é um exemplo dessa situação. Louis Harboe, hoje com 18 anos, fez, aos 12, seu primeiro freela, desenhando a interface de um game para iPhone. Aos 16, fez um estágio de verão na área de design da Square – empresa de pagamentos via internet e celular, ganhando mil dólares por semana.

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Outro exemplo é Ryan Orbuch, amigo de Louis, que antes de completar 17 anos já havia criado o Finish, um aplicativo que tem como objetivo ajudar as pessoas a pararem de procrastinar suas tarefas. O app chegou a ficar em primeiro lugar na categoria “produtividade” da App Store. O irônico é que durante processo de criação do aplicativo Ryan procrastinou tanto os estudos que ficou com notas baixíssimas na escola.

E aí está o maior dilema para adolescentes como Louis e Ryan, e também para os pais: entrar para a faculdade ou continuar investindo em seus projetos? 

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No Brasil

Com apenas 12 anos, Natan Gorin, estudante do 7º ano de uma escola particular do Rio de Janeiro, criou um aplicativo que calcula as notas necessárias pelos alunos para garantir a aprovação no ano. O iBoletim, como foi chamado, atingiu a marca de mais de 28 mil downloads no site da App Store em pouco mais de dois meses.

Natan Gorin

Em entrevista ao Portal Terra, Natan falou sobre seus planos para o futuro e afirmou que pretende fazer faculdade de Engenharia da Computação e seguir criando novas tecnologias.

Seguir carreira na área tecnológica parece ser um objetivo comum entre esses jovens. Daniel Singer, filho de pai americano e mãe brasileira, criou, aos 13 anos, um aplicativo que permite falar de forma anônima com contatos do Facebook e do Google+. O Backdoor, como foi denominado, já havia registrado 1 milhão de mensagens e 100 mil usuários nas primeiras duas semanas de lançamento.

Daniel_Singer

Daniel já se declarou empreendedor de coração, e, em entrevista à revista Exame, comentou que já havia sido procurado pelo Google e que estaria conversando com alguns possíveis investidores.

Outro destaque brasileiro é o estudante Murilo Henrique, de São Paulo, o qual criou um aplicativo que auxilia na economia da bateria de celulares, o EcoTimer. O app economiza de 50% a 70% de bateria e gera, também, economia de energia, já que o celular passa a ser carregado com menos frequência. O app possui registros de download em países como Estados Unidos e Índia.

Para Murilo, o seu futuro está ligado à tecnologia: “Quero mergulhar nessa área que é muito interessante”, disse ao G1.

Na matéria do New York Times, Hunter Walk, sócio de uma firma de investimentos chamada Homebrew, admite uma preocupação em relação ao risco de exagero no sucesso tecnológico precoce: “Você começa a fazer as mesmas perguntas que faz a respeito das crianças estrelas em Hollywood. O auge delas é aos 17?”.

Não há dúvidas de que grande parte desses adolescentes irá procurar uma profissão voltada à tecnologia, mas a questão é: esses projetos podem garantir uma carreira? Essa parece ser uma questão que, assim como quando é feita em relação às estrelas mirins, só o tempo irá responder.

Caso você tenha se interessado pelos aplicativos mencionados, confira:

O Finish custa US$1 na App Store e requer o iOS 5.0 ou superior de iPhones/iPods touch.

O iBoletim é compatível com iPhone e iPad, a partir da versão 6.0 do iOS. Ele inclusive está otimizado para o iPhone 5 e é gratuito.

O Backdoor está disponível na App Store e o download é gratuito, porém, é possível comprar pacotes com pistas para descobrir quem é o amigo que está lhe enviando mensagem. Nove dicas custam US$ 0,99, 27 pistas saem por US$ 1,99 e 72 informações valem US$ 2,99.

O EcoTimer é disponível para Android e é gratuito.

Veja também: Geração Alpha: conectados com a tecnologia desde o berço

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