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A gigante Kodak pediu concordata, mas de quem é a culpa?

Kodak

Quem nunca colocou um filme daqueles amarelinhos, de 12, 24 ou 36 poses, em uma máquina fotográfica para depois mandar “revelar”, ou nasceu após o ano de 2001 ou estava em outro planeta. Isso porque, fundada em 1980, a histórica Kodak reinou por muitos anos líder absoluta do mercado fotográfico.

Pelo tempo que esteve no mercado e pelo carinho dos usuários com a marca, o pedido de concordata da empresa, anunciado em meados de janeiro, chocou os fãns. Acontece que, como apontava o mercado, o pedido de socorro pré-falência da Kodak já era previsto há muito tempo.

A empresa vinha enfrentando dificuldades na transição para a tecnologia digital e, apesar de ter lançado a primeira máquina fotográfica digital, não percebeu o potencial do invento e ficou os anos seguintes apenas observando o desenvolvimento das concorrentes.

Na época, a companhia preferiu focar seus investimentos em impressoras, abrindo mão de um mercado no qual ela ocupava posição de destaque, e fracassou. Ao tomar essa decisão, a Kodak optou por um caminho contrário à tendência do mundo moderno, focado em tecnologia, interação e compartilhamento de imagens, dados e acontecimentos.

No mercado, espaço vazio é logo ocupado

O vácuo deixado pela Kodak foi sendo ocupado por outras empresas, essas sim voltadas às necessidades atuais de seu público-alvo, ligado à fotografia tanto como hobbie quanto como entretenimento. A partir daí, e acompanhando o surgimento das redes sociais e sites de compartilhamento de imagens, essas empresas passaram a desenvolver produtos com apelo voltado aos aplicativos, programas de edição e compartilhamento de imagens, que caíram de vez no gosto popular, minando ainda mais a influência da Kodak no mundo da fotografia.

Negar as inovações e insistir em produtos e serviços antiquados fatalmente resultam em perda de mercado e ostracismo. A Kodak, ao desconhecer nomes como Twitpic, Photoshop e Instagram e não pensar seus projetos e lançamentos com foco no novo perfil de consumidor, negou as inovações do mercado. Dessa forma, a empresa, que já não registrava lucro desde 2007, não conseguiu cumprir suas obrigações, tendo que apelar para a ajuda de uma linha de crédito.

Grandes marcas, pouca participação

Apesar de chocar, a decadência da Kodak não é o único caso de uma empresa querida que perdeu espaço. Na década de 90, a fabricante de brinquedos Estrela enfrentou dificuldades parecidas surgidas a partir da valorização do real, da enxurrada de falsificações vindas da Ásia e da incapacidade da empresa em lidar com as inovações e demandas das crianças, que pediam novas opções de entretenimento. Superada a crise, hoje a Estrela trabalha mais antenada com os desejos da molecada, mas ainda não recuperou o prestígio que possuía em seus melhores anos.

Como fidelizar o público-alvo?

Mas, nos tempos de hoje, será que é possível uma empresa alcançar o patamar que a Kodak e a Estrela ocuparam no coração de seus consumidores? É, mas para isso ela deve estar antenada com as novas formas de comunicação existentes, aproximando-se do público-alvo e oferecendo inovações, produtos e serviços que efetivamente facilitem e complementem a sua vida.

Fazer uso de redes sociais, social commerce, sites de pesquisa e todas as demais formas de comunicação que aproximem a marca do seu público são fundamentais para estabelecer uma relação afetiva com os seus consumidores, que passam a ter a empresa como “parceira”. A boa notícia é que não são somente as grandes companhias que podem lançar mão desse tipo de estratégia de marketing, já que a prática é a forma mais rápida, precisa e barata de estar em contato direto com o consumidor.

Linha do Tempo da Kodak

– Em 1880 George Eastman funda a Kodak apenas com um equipamento de segunda mão, que comprou por US$ 125;

– Em 1888 a marca Kodak é registrada e são lançados a câmera de mão e os filmes de rolo. Nessa época o slogan da empresa era “você aperta o botão, nós fazemos o resto”;

– Em 1969 o astronauta Neil Armstrong usa uma câmera Kodak quando se torna o primeiro homem a pisar na lua;

– Em 1975 a Kodak inventa a câmera digital, mas a empresa não continua os investimentos na inovação e vê seus concorrentes ganhando espaço no mercado;

– Em 1994, a Kodak separa a divisão de produtos químicos, a Eastman Chemical, que se mostra mais bem-sucedida;

– Em 1996, a Kodak lança a primeira câmera digital de bolso, conhecida como Kodac DC20;

– Em 1999, o revolucionário papel fotográfico DURALIFE é lançado;

– Entre 2000 e 2010, novos produtos, como a impressora EasyShare V570 e os porta-retratos digitais Kodak  EasyShare;

– O último suspiro da companhia foi dado em 2011, quando a Kodak sacou US$ 160 milhões de uma linha de crédito e levantou preocupações sobre a falta de dinheiro.

Veja também: E 2012, o que nos reserva?

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