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Bots: os robôs das redes sociais

Bots: os robôs das redes sociais

A expressão “bot” é uma abreviação da palavra robot e é utilizada quando desejamos nos referir a usuários falsos, seja de Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, ou de outras redes sociais. Muitas empresas investem nesse tipo de artimanha para aumentar o número de seguidores, visualizações e alcance de publicações. De acordo com texto veiculado no New York Times, existem companhias especializadas nesse tipo de serviço, “com apenas US$5, eu comprei 4.000 seguidores no Twitter, com mais US$5 eu comprei 4.000 amigos no Facebook e metade deles curtiu uma foto que eu postei na rede”, conta Nick Bilton, colunista de tecnologia.

O acesso a esse tipo de ferramenta é extremamente simples. Quando visualizamos o site da Swenzy, por exemplo, já nos é oferecido uma variedade de pacotes de serviço, que podem ser comprados conforme seu objetivo. É possível adquirir visualizações no YouTube, followers no Twitter, downloads e plays no SoundCloud, aumentar o tráfego do seu site e adquirir seguidores no Vine. A empresa garante que o serviço é 100% seguro, rápido, de alta qualidade e melhora indexação no Google e em outros buscadores. Você deve estar pensando, “Hmmmm… por que não?”

Swenzy

A resposta para essa pergunta nós encontramos no projeto Bot or Not, um aplicativo criado por alunos da universidade Eugene Lang The New School for Liberal Arts, da Nova Zelândia. De acordo com David Sorkin, especialista em direito na Internet, “o uso dos bots desvaloriza totalmente o sistema, se tudo o que estamos vendo é spam, perdemos a confiança na rede, se você perder a confiança no sistema, as pessoas vão cair fora dele o mais rápido possível”.

Sendo assim, apesar do baixo custo, esse tipo de investimento não vale a pena, pois gera frustração aos seguidores reais e fiéis, além de não trazer os resultados desejados, como aumento no engajamento dos fãs/seguidores e conversão em vendas. O Diretor Executivo da Magic Web Design, e especialista em mídias socias, Antonio Borba explica essa situação:

A empresa que adota esta prática está valorizando números vazios, pois os usuários a mais não vão proporcionar interação com a marca nem conversão – ou seja, não haverá retorno proveniente do branding e da ação de marketing digital. Sem contar que, um alto número de seguidores que não interage, pode fazer cair a relevância da marca. Empresas inteligentes percebem que o verdadeiro valor de uma página está no engajamento de fãs legítimos, capazes de traduzir no real a semente plantada no virtual.

Ok, mas e o Facebook e o Twitter não fazem nada?

Facebook e Twitter

Segundo o editor de tecnologia do The Guardian, Charles Arthur, as redes sociais tentam excluir os bots, sempre que os identificam. “Muitas vezes esses esforços são inúteis, o Twitter conta com uma equipe de 30 pessoas que analisam se os perfis filtrados por conteúdo e comportamento merecem ou não uma bandeira vermelha”, explica. Alguns bots conseguem se disfarçar, criando ninhos onde seguem várias pessoas e empresas, antes de começar a disparar spams, “dessa forma fica muito mais difícil do Twitter criar um algoritmo para rastrear essas contas falsas”, analisa Arthur.

Estima-se que apenas uma a cada 100 mil pessoas clica em um link disparado por bot, no Twitter ou Facebook. Mas, enquanto o custo para criar ou comprar esse tipo de serviço continuar tão baixo, “o custo do spam se torna muito mais atraente e esse tipo de ação continuará acontecendo”, explica Michael Hussey, fundador do Peek You.

Apesar não existir uma severa punição sobre o uso dos bots, vale a pena analisar que:

  • O Facebook não tolera campanhas que usem artifícios como: prêmios, curtidas e outras práticas que incitem o usuário a dar likes.
  • A rede incentiva o uso dos Social Ads, como estratégia de marketing mais eficiente, pois proporciona maior faturamento para o Facebook e garante que somente o público interessado clique nos anúncios.
  • Sendo assim, a venda de likes e o uso de bots vai totalmente contra essa filosofia do Facebook.

Comportamento que funciona 

Social Media

Como o ser humano não aprende que nada vem de graça, ou que bons resultados não são gerados a partir de pequenos esforços, o mercado de bots e spams ainda cresce. O melhor a se fazer ainda é um bom gerenciamento de mídias, produção de conteúdo autoral e relevante, exercitar a boa convivência com seguidores/consumidores e ficar sempre ligado nos novos algoritmos lançados pelas redes sociais. Afinal de contas, se fosse fácil para todo mundo, não teria graça, não é verdade?

O que vocês pensam sobre tudo isso? Deixe sua opinião para nós nos comentários!

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