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Existe um lado bom na Deep Web

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Já falamos anteriormente sobre a Deep Web e o conteúdo assustador presente nela. Não é bonito: na “terra de ninguém” da internet, onde muitos sites são criptografados, impossíveis de serem acessados através de browsers tradicionais (Chrome, Firefox e Internet Explorer) ou encontrados em sistemas de busca (Google, Bing), tudo o que há de pior na humanidade está a poucos cliques de distância. Pedofilia, canibalismo, terrorismo, tráfico de drogas e todo o tipo de crime e perversidade proliferam-se sem qualquer controle graças ao total anonimato e à falta de regras. Mas será que a Deep Web é apenas isso? Será que ela não tem um lado bom? Não pode ser usada para o bem?

Existe sim um lado bom na Deep Web, mas para chegar até ele é preciso ter certa dose de sangue frio, porque no submundo da web é pouco provável que você se depare com gatinhos bonitinhos brincando. A conexão é mais lenta, os sites são mais feios (extensões como Java e Flash são bloqueadas a fim de garantir o anonimato, o que torna os layouts bastante parecidos com os do começo da web tradicional) e cenas extremamente perturbadoras e chocantes, além de vírus de todos os tipos, são assustadoramente comuns se você navegar no lugar errado. Então é muito importante, acima de tudo, saber no que NÃO clicar.

A questão principal é que na internet normal, em nome da segurança, abrimos mão do anonimato. Logo, a falta de segurança encontrada na Deep Web é “compensada” por um anonimato que pode ser usado para o bem. O melhor exemplo também já foi citado no outro post: era na profundidade dessa rede que estavam arquivados os documentos secretos que viriam a ser revelados pelo WikiLeaks em 2010. A Deep Web é onde começam as quebras de sigilo, o que torna possível ações como a do grupo Anonymous, que no fim de 2011 divulgou a identidade de quase 200 pedófilos.

Já em países como Irã, Coreia do Norte e China, nos quais a internet é controlada, a Deep Web é o caminho para burlar a censura e fugir da repressão (tanto é que muitos correspondentes internacionais de meios de comunicação entram em contato com suas respectivas redações através dela). Muitos acreditam, inclusive, que a própria Primavera Árabe (onda de manifestações e protestos que vem ocorrendo no Oriente Médio desde 2010) não teria existido sem a Deep Web.

E, além de tudo isso, vale lembrar que o termo Deep Web, usado comumente para se referir a esses sites “secretos”, também pode ter um significado mais amplo, abrangendo páginas comuns, mas que não possuem referências ou ligações vindas de outros sites, o que impede que elas sejam encontradas por buscadores (nesse sentido, a Deep Web é, na verdade, muito maior que a Surface Web). Assim, existe muito mais de tudo nessa “parte de baixo” da web, inclusive disseminação de conhecimento e bens culturais. Através de sites como InfoMine e CompletePlanet é possível encontrar artigos acadêmicos e e-books sobre os mais diversos assuntos, por exemplo.

É claro que existe muita coisa errada no submundo da internet (e isso dificilmente irá mudar), mas se usada com sabedoria a Deep Web também pode ser o palco de revoluções muito positivas – tanto sociais quanto pessoais.

Veja também: Bitcoin: o que é e porque custa tanto.

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2 Respostas para Existe um lado bom na Deep Web

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