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China sofre ciberataque massivo

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Conhecida por limitar o acesso da população à internet, com conexão que chega apenas à metade dos cidadãos, segundo dados do Centro Chinês para Informação da Rede de Internet (CNNIC) em janeiro, e um sistema de censura da internet, chamado de “Grande Muralha da China“, responsável por impedir o acesso a sites como Facebook e Twitter, a China sofreu no último domingo (25) o que está sendo considerado o maior ciberataque de todos os tempos.

O governo chinês afirmou que o ataque virtual que deixou grande parte do país sem acesso à internet foi o maior ataque de DDoS (negação de serviço) da história. Esse tipo de ocorrência visa indisponibilizar os recursos de um sistema para seus utilizadores, geralmente com investidas contra servidores web e queda de páginas hospedadas na rede.

O resultado foi que os sites com extensão .cn ficaram inacessíveis ou bastante lentos por pelo menos duas horas, entre 2h e 4h no horário de Pequim, quando a atividade hacker se tornou mais intensa. O jornal local South China Morning Post deu conta ainda de que o ocorrido dificultou o acesso a 8 milhões de sites. Segundo veiculado pelo The Wall Street Journal, após consultar Matthew Price, chefe executivo da CloudFlare, a companhia percebeu uma queda de 32% no tráfego geral de dados do país em comparação com as 24 horas anteriores, o que mostrou que algo errado estava acontecendo.

O monitoramente em tempo real feito pela Akamai na China durante o ciberataque revelou que 379 ataques foram realizados em 24 horas, o maior número de ataques por país mostrado no mapa desenvolvido pela empresa americana de internet. Outros pontos de altos inicidentes incluem o leste e o sul da Europa e cinco estados norte-americanos.

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Mapa dos ataques, desenvolvido pela Akamai.

A China é considerada uma enorme potência quando se trata de hacking e ataques cibernéticos, mas a possibilidade de que o ataque tenha partido de dentro do próprio país tem sido considerado quase nula. Para Matthew Price, o atentado poderia ter sido executado por uma única pessoa, já que não foi algo extremamente minucioso ou que dependesse de profundos conhecimentos técnicos para ser executado. Já para Li Xiaodong, diretor executivo da CNNIC, o ataque foi realizado por mais de uma pessoa, com a utilização de “computadores zumbis“, os quais são controlados parcialmente por hackers sem que os usuários saibam da intervenção. Para ele, a responsabilidade pode se atribuída a um grupo ou organização, dado o alcance de toda a operação, mas não quis citar nomes nem fazer acusações.

Entretanto, devido à grande censura do país, torna-se difícil medir a dimensão e a profundidade do ataque e o governo chinês está investigando o acontecido para encontrar o responsável o mais rápido possível. Há a possibilidade de os ciberataques terem partido dos Estados Unidos ou da Inglaterra, como resposta a outros ataques feitos pelos chineses em outras circunstâncias. Mas há ainda quem considere que o acontecido possa ter sido uma investida interna e apenas uma maneira de chamar a atenção de todos e colocar a China no papel de vítima pelo menos uma vez.

Veja também: Ataque de crackers ao Twitter.

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