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Geração Y, os Millennials: 1980-1995

Geração Y, os Millennials: 1980-1995

Em 1980, todos os investimentos em novas tecnologias realizados e impulsionados pela Guerra Fria começam a dar frutos transformadores. Enquanto ainda eram desenvolvidos os primeiros PCs, em 1982 a Arpanet – rede precursora da internet criada em 1969 pelo Departamento de Defesa dos EUA para compartilhar informações – começou a ser utilizada de forma mais abrangente no âmbito acadêmico. Não demorou para se espalhar e receber o nome de internet. Em 1995, diversos países, inclusive o Brasil, já tinham liberado o uso comercial da rede.

É neste contexto que surge a Geração Y, dos Millennials, nascidos entre 1980 e 1995, aproximadamente. A geração de uma época de transformações estruturais e digitais na comunicação e na sociedade em geral, que nasceu e cresceu junto com a internet. Por isso, seus representantes são os únicos classificados como migrantes digitais.

Segundo especialistas, influenciada pelas novas tecnologias, esta geração apresenta maior capacidade para criar mapas mentais, analisar, formular hipóteses e definir estratégias, além de focar em várias coisas ao mesmo tempo e responder a estímulos inesperados.

Geração Y ou Millennials

Segundo a pesquisa “The world’s technological capacity to store, communicate, and compute information”, entre 1986 e 2005, a capacidade computacional de informação no mundo cresceu 58% ao ano. As telecomunicações bidirecionais, 28% ao ano, e a capacidade de armazenamento de informações, 23% ao ano. Este clima de constantes transformações e desenvolvimento influenciou muito a forma com que esta geração encara a vida.

Além disso, estes avanços tecnológicos consolidaram de vez o conceito de globalização e resultaram em um boom da comunicação. Por meio da revolução das tecnologias, quantidades imensuráveis de informação agora estavam disponíveis em portais, fóruns, sites, e-mails e redes sociais. Os Millennials cresceram em meio a esta enxurrada de dados e informações.

A Geração Y viveu tempos de relativa abundância, gozando das conquistas das gerações anteriores em relação às guerras, aos direitos humanos e sociais e ao próprio crescimento econômico.

Foi esta prosperidade financeira, inclusive, que possibilitou acesso a bens e serviços e permitiu uma busca intelectual e de autoconhecimento que as gerações anteriores não puderam ter. O Millennial foi o primeiro em muitas famílias brasileiras a ir para a faculdade.

Conheça a Geração Y, os Millennials

Esse processo de crescimento da Geração Y paralelo ao desenvolvimento da internet e das tecnologias digitais gerou duas características muitos fortes nestas pessoas. Diante de tantas informações, linguagens, novidades, possibilidades de acessos, tempo de conexão e aparelhos, o Millennial possui a capacidade de ser multitarefas, integrando várias aplicações de recursos tecnológicos digitais ao mesmo tempo. Não é raro encontrar um jovem ouvindo música no fone, com um Kindle aguardando pela continuação da leitura enquanto ele responde a uma mensagem no celular.

A outra característica marcante desta geração é a busca por significados. A procura individual pela felicidade entrou em pauta, o que faz dos Millennials ótimos problematizadores, que buscam ser diferentes, únicos. Experimentar é o verbo. Eles não querem estar presos a algo ou alguém no começo da vida adulta.

O trabalho, para os Millennials, também deve ter um propósito maior – “mudar o mundo” ou fazer o possível para contribuir com isso. Muitos criaram sua própria empresa, gerando um crescimento no número de startups.

Eles também estabeleceram novas relações de trabalho, como home office, freelance, informalidade, sharing economy, coworking e horizontalidade. Por outro lado, esta ousadia disruptiva faz com que a independência financeira leve mais tempo para ser conquistada se compararmos com as gerações anteriores.

A Geração Y, por pensar na própria felicidade, acaba por defender causas comuns a todos, como sustentabilidade e justiça social. Assuntos estes colocados em discussão em convenções mundiais, como a Eco 92, que começavam a abordar os impactos ambientais do progresso.

Conheça a Geração Y, os Millennials

Em questão de relacionamento com os pares, com o intenso uso das novas tecnologias como suporte, a Geração Y tende a quebrar a barreira do tempo e espaço, apoiando-se em uma diversidade que expande os vínculos sociais. No entanto, este mesmo caráter digital da comunicação cotidiana pode conduzir a laços mais enfraquecidos e superficiais.

Para esta geração, tempo e dinheiro são investidos em sonhos, enquanto relações financeiras e amorosas são questionadas – eles não pretendem casar cedo ou comprar uma casa.

Internet

Os Millennials são propensos a estarem conectados o todo tempo, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Porém, para eles, existe uma separação entre os mundos físico/offline e digital/online. Isso difere das gerações que nasceram após a internet, que já entendem e enxergam estes dois universos de forma integrada, como parte um do outro.

Como consequência deste convívio com as descobertas do mundo digital, a Geração Y é grande utilizadora dos recursos tecnológicos disponíveis. Muitas vezes os Millennials acreditam que estão a apenas um clique das respostas que procuram e têm a internet como principal aliada ao acesso e compartilhamento do que desejam.

Conheça a Geração Y, os Millennials

O aspecto humano disso é que a interação com os recursos tecnológicos influenciou a Geração Y a desenvolver uma atitude colaborativa em suas relações sociais, característica forte observada também no ambiente de trabalho. Segundo o sociólogo Pierre Lévy, este processo simultâneo de transformação da subjetividade, condicionada à informação, criou a ampliação do caráter coletivo do conhecimento, a que ele chamou de inteligência coletiva: “Uma inteligência globalmente distribuída, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que conduz a uma mobilização efetiva das competências”.

O estudioso criou dois conceitos que ajudam a entender esta geração: ciberespaço e cibercultura. O primeiro é o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores. Já o segundo é o desenvolvimento do sistema digital universal e da progressão de todos os elementos do ciberespaço, devido à integração, à interconexão e ao estabelecimento de sistemas cada vez mais interdependentes, universais e transparentes.

Com esta tendência de estar constantemente interligado, o jovem Y estabelece uma nova conexão com o saber, usufruindo do ciberespaço, que suporta tecnologias intelectuais e amplifica, exterioriza e modifica suas funções cognitivas.

Conheça a Geração Y, os Millennials

Em relação às gerações anteriores, os Millennials viveram um cenário completamente novo. Fatores sociais e técnicos foram corresponsáveis pela formação destes jovens. Com seu modo de ser, trouxeram desafios específicos para pais e educadores e apresentaram oportunidades extraordinárias para o aprimoramento do potencial cognitivo e social.

Já em contraste com as gerações mais recentes, a Y tende à ideia de que virtualmente se consegue todas as informações necessárias. Por outro lado, os Nativos Digitais, nascidos após a internet, por conta da sobrecarga de informação com que têm de lidar desde sempre, desenvolveram habilidades para separar as informações verdadeiras e falsas que chegam pela rede, desenvolvendo um bom conhecimento relativo à valorização da informação e tornando­-se menos vulneráveis ao doutrinamento ou a mensagens enganadoras.

Os Nativos Digitais são o tema do último texto desta série sobre as gerações.

 

 

Leia também: Baby Boomers e Geração X: conheça os conservadores digitais

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