Comunicação sem cabos vai permitir acionar o microondas pelo telefone
Um PC ligado à impressora ou ao scanner sem fio algum. O celular sabendo automaticamente quando se encontra perto do notebook do mesmo dono, podendo assim enviar-lhe as mensagens de correio eletrônico. Um dispositivo funcionando como um identificador pessoal podendo se comunicar com outros dispositivos em sua residência, para , desse modo, após o dono chegar em casa, a porta automaticamente se destrave e as luzes acendam.
Parece filme de ficção? Mas não é. Esses exemplos explicam o que pode ser feito com a mais recente tecnologia do mercado, a bluetooth, que na tradução livre significa "dente azul".
Conforme explica o diretor da Magic Web Design e membro do Comitê de Tecnologia da Câmara Americana de Comércio, Antonio Borba, o termo nada mais é do que a definição de uma tecnologia que objetiva estabelecer uma padronização para comunicação sem fio, de maneira similar às redes wireless (sem fio). "O bluetooth, porém, é empregado para comunicação a curta distância, envolvendo a transferência de quantidades menores de dados". Ou seja, o padrão bluetooth visa a facilitar as trasmissões de voz e dados em tempo real, assegurar proteção contra interferência e a segurança dos dados trasmitidos.
A maneira mais simples de entender a nova tecnologia através de exemplos práticos, baseados em nossa vida cotidiana. Borba lembra que entre os primeiros produtos esperados estão fones de ouvidos para as mais diversas finalidades. Um exemplo é um fone estilo "headset" para celulares movido a pilha ou bateria recarregável, basta utilizá-lo perto de um celular compatível com bluetooth para originar ou receber chamadas dispensando o uso de cabos para conectá-lo ao aparelho.
Outro exemplo é uma combinação de fone de ouvido com walkman ou MP3 player, possibilitando que um equipamento localizado na cintura, bolso ou pasta comunique-se com o fone, também sem qualquer fio para atrapalhar.
Teoricamente, qualquer dispositivo bluetooth deve se comunicar com outro, mesmo que de marcas diferentes. Esse é um diferencial a favor da nova tecnologia. " A prática, como sempre, traz outras implicações", esclarece Borba. "A tecnologia, até o momento, não decolou por apresentar bugs, incompatibilidades entre dispositivos e alto custo de fabricação. Segundo os fabricantes, a nova geração de produtos já resolveu esses problemas e deve inundar o mercado nos próximos anos. Tal esforço é louvável, mas a migração é sempre lenta", frisa ele.