Magic Web Design

Websites em Curitiba e São Paulo

Data:
05/11/2001
Veículo:
Jornal Gazeta do Povo

Empresas buscam garantias contra ação de hackers internos

As empresas gastam verdadeiras fortunas com sistemas de segurança externos, mas não se dão conta que muitas vezes que o perigo está mais perto. Uma pesquisa realizada pela revista americana "Information Security" revela que 19% das empresas já tiveram seus sistemas e equipamentos danificados ou roubados pelos próprios funcionários. A violação dos sistemas de informática por membros da equipe de trabalho aumentou em relação ao ano passado, quando o índice de ataques internos era de 42%.

Dos executivos ouvidos na pesquisa, 22% disseram que já foram roubados ou sabotados eletronicamente pelos funcionários. Mais de 75% das empresas foram vítimas da instalação e uso de softwares não autorizados. A instalação de hardware e periféricos sem autorização também cresceu de 47% (2000) para 54% (2001).

A pesquisa indica, ainda, que o uso do computador para atividades ilegais ou comunicações ilícitas cresceu de 60% para 63%. Um dos pontos graves identificados pela pesquisa é que 58% dos sabotadores ocupam de cargos de supervisão ou controle de sistemas.

Confidencial - para coibir a ação de hackers internos, empresas que nunca se preocuparam com sistemas de segurança estão adotando modelos de contratos de confidencialidade das informações. Por esses contratos, a empresa pode responsabilizar civil e criminalmente o funcionário que violar os sistemas de informação.

O diretor da Magic Web Design, Antonio Borba, explica que a principal função desse tipo de contrato é preventiva, pois estabelece limites aos empregados no que se refere às informações vitais da empresa e seus clientes.

"No caso da Magic Web Design, esse contrato não protege tão somente o empregador, mas também os seus clientes, que confiam à empresa informações sigilosas para que o planejamento web possa ser realizado", destaca Luiz Fernando Potier, assessor jurídico da Magic. Segundo Potier, é importante que a empresa tenha um instrumento legal que responsabilize o funcionário pelo mau uso, inclusive, do seu e-mail. "E-mail de trabalho não deve ser usado para assuntos particulares", alerta. Por isso os contratos de sigilo devem também especificar as condições de uso do terminal, incluindo a navegação na internet, uso de e-mail e download de arquivos.

Senhas de acesso - Que navegar na internet é um mar de senhas todo mundo já sabe. Mas a Boucinhas & Campos, através da pesquisa do "Clima Empresarial", descobriu que para 30% a segurança ao acesso é feita por meio de senhas. Outros 27% responderam que adotam o controle de geração e transmissão de arquivos, e 18% restringiram acesso à áreas consideradas chave, como banco de dados e informática. Para 17% dos entrevistados, há ainda controle no conteúdo das contas de correio eletrônico.

Algumas empresas (6%) proibiram o uso de programas de trocas de mensagens instantâneas. APenas 2% não adotam qualquer política de segurança.

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