Magic Web Design

Websites em Curitiba e São Paulo

Data:
09/03/2001
Veículo:
www.espamark.com.br
Data:
20/03/2001
Veículo:
Twist

Descomplicando o e-Commerce

Sempre que o e-commerce está em pauta, fontes e mídia insistem no uso de termos complicados, a maioria em inglês, para descrever coisas simples. O "informatiquês", linguagem que a cada dia é "enriquecida" com novas expressões, ao invés de facilitar, muitas vezes complica a vida dos usuários da rede mundial de computadores. Por isso, é preciso cuidado e bom senso quando se fala ou se escreve sobre esse assunto. Ao contrário do que muitos profissionais defendem, o e-commerce pode ser muito mais simples do que é hoje.

Primeiramente, vamos considerar os termos técnicos envolvidos. Existe uma sutil diferença entre e-business e e-commerce, muitas vezes gerando confusão até mesmo entre profissionais do ramo. E-business refere-se a uma aplicação on-line que dá suporte a negócios, não precisando necessariamente concluir uma venda. O site oficial das olimpíadas (www.olympics.org), por exemplo, que divulga em tempo real notícias dos eventos olímpicos, é considerado um e-business.

Já o e-commerce refere-se à transação de venda propriamente dita, ou seja: seleção de produtos, verificação de estoque, finalização e pagamento, entre outros. Um e-commerce é sempre um e-business, embora um e-business nem sempre seja um e-commerce.

Outra diferenciação importante é entender o que é B2B (business-to-business / empresas vendendo para empresas) e B2C (business-to-consumer / empresas vendendo para consumidores). Uma empresa pode querer implementar um e-business B2C, mas não um e-commerce.

Além disso, existe uma infinidade de outros termos que não servem para muita coisa, senão para dificultar, como P2P, P2C, data-warehousing, data-mining, e-ticketing, e-procurement, webmarketing e webvertising, entre muitos outros. Isto sem contar os diversos nomes complicados resultantes dos produtos e sistemas criados por empresas provedoras de soluções, que preferem usar a expressão solution providers.

Esta adoração mundial por termos complicados da era digital propicia a formação de grandes empresas fornecedoras de soluções, que se obrigam a certificar e treinar uma grande quantidade de funcionários para que todos possam falar e entender a mesma língua. Resultado: profissionais contra-produtivos e caros, custos inchados, soluções complexas.

Se muitos profissionais da área fazem confusão com estes termos, imagine o cliente leigo, o diretor da empresa. Este dificilmente entende a fundo as soluções que estão sendo implementadas, tendo apenas uma idéia geral do projeto. Muitas empresas são obrigadas a contratar funcionários especializados para tratar com fornecedores da era digital e "traduzir" o que a empresa precisa e o que está sendo feito.

É muito trabalho para pouca coisa! Tudo pode ser muito mais simples! Se a empresa quer vender um produto, vender é o termo que deve ser aplicado. Se o site precisa vender e controlar estoque, é só adicionar esse simples termo "controle de estoque" na solução da empresa. E assim por diante, de forma simples, sem complicação.

A propósito: e-ticketing é um e-commerce que vende passagens. Webmarketing é o velho marketing aplicado à internet. Simples, não?

OBS: Antonio Borba, Diretor da Magic Web Design.

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